Belém do Pará
Um pouco da história da bucólica Belém do Pará.
Cognominada carinhosamente de “Cidade das Mangueiras”.
Belém é o berço da civilização amazônica
Às margens da Baía do Guajará e ladeada pelo Rio Guamá,
a cidade de Belém, capital do Estado do Pará, tornou-se
“O Portão de entrada da região da Amazônia. Sua área
territorial com mais de 51.556 mil hectares, desfruta de uma
temperatura média anual de 26º C.
Fundada em 12 de janeiro de l6l6, por Francisco Caldeira
Castelo Branco. A Grande Belém, abriga grandes riquezas
sócio-cultural, ambiental e florestal em meio as dezenas
de ilhas, ruas e praças do município.
Em meio ás grandes lutas na época da fundação de Belém,
pelo domínio do Rio Amazonas, entre os “invasores
ingleses e holandeses” e a União Ibérica (monarquias
Portuguesa e Espanhola), em l6l6 foi construído o Forte
Presépio (também conhecido por Forte Castelo) na margem
direita da Baía do Guajará, considerando-se o marco zero
da cidade.
Entre as primeiras construções de Belém, está a igreja de
Nossa Senhora da Graça, construída no século XVII.
Catedral Metropolitana de Belém – Igreja da Sé
O projeto e construção foi do arquiteto Antônio Landi,
iniciou a construção em 1748. Os altares, as laterais e o teto,
foram artisticamente pintados pelo italiano “De Angelis”.
O órgão parisiense e tem mais de 8 metros de altura;
obra de “Cavaillè Coll”.
A Catedral da Sé, como é mais conhecida, é um dos
templos mais bonitos do Brasil, em estilo neoclássico,
barroco e colonial. Foi inaugurada com o nome de Catedral
de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, em 1771.
Basílica de Nazaré, o templo em estilo romano, é quase uma
réplica da Igreja de São Paulo, em Roma. Integra o
conjunto arquitetônico de Nazaré – bairro onde está
localizada a igreja. Decorada com peças clássicas,
barrocas e renascentistas, os vitrais franceses relatam
a profana história do “Círio”.
A Basílica de Nazaré, mundialmente conhecida, é um
belíssimo templo como bem poucos no Brasil; é o
segundo mais importante da cidade de Belém, dado
a sua imponente e ousada arquitetura.
No século XVIII, as grandes construções arquitetônicas de
Belém, foram: o Colégio dos Jesuitas (hoje igreja Santo
Alexandre) e a Catedral da Sé.
No século XIX, o Estado do Pará, foi palco da selvageria
“Cabanagem” de 1835 a 1836. Também viveu a fama de
cidade antiga com a s construções coloniais –
centro comercial de Belém.
Na década dos anos 60 as rodovias Belém-Brasília e a
Transamazônica, foram construídas como ocupação
territorial, culminante, da região.
Na década dos anos 80, Belém foi o centro das
preocupações internacionais com atenção voltada ao
meio ambiente e florestal Amazônica.
A Praça da República ( conhecida anteriormente como
“Largo da Pólvora”, é uma das grandes, belas
e importantes praças da cidade de Belém,
capital do Estado do Pará.
O Teatro Nossa Senhora da Paz, popularmente
conhecido por “Teatro da Paz”, foi inaugurado em
1878 na época áurea – o cíclo da borracha, foi tombado
pelo Patrimônio Histórico, é um dos mais belos teatros
do Brasil.; o teatro possui colunas gregas, seu estilo
neoclássico com 1200 lugares, espelhos de cristal, bustos
em mármores; o teto foi pintado por Demênico De Angelis,
e as galerias com móveis de arte, torna-o deslumbrante.
Icoaraci, localizado a 18 km de Belém, abriga a Praia do
Cruzeiro, com mais de 2 km de extensão. Icoaraci faz
parte da Grande Belém.
Museu Emílio Goeld: localizado no centro
da cidade de Belém, com uma área verde de 15 hectares, aproximadamente, é um dos maiores museus do Brasil e do mundo, com riquíssima biodiversidade. É o mais importante instituto de investigação científica da Amazônia com reconhecimento mundial. Destinado ao estudo da flora, da fauna e do homem amazônico. Possui uma permanente exposição de objetos etnográficos das civilizações indígenas que viveram na Amazônia.
O Museu Emílio Goeld, retrata um pedaço da Amazônia, o lugar é indescritível dado a beleza e exuberância com absoluta harmonia entre a flora e a fauna diversificadas e onde também é possível se conhecer de perto o verdadeiro pau-Brasil.
Bosque Rodrigues Alves: é um pedaço preservado da Amazônia no meio da cidade de Belém, com área verde de 16 hectares resguardados desde 1883, sua biodiversidade também é grande com mais de 2.500 espécies florestais amazônicas, além de cascatas, grutas natural e artificial, orquidários e dezenas de animais silvestres, tais como: macacos, cotias, macacos e outros
A Praia do Outeiro, localizada na ilha de Caratateua, é
uma das seis belas praias com diversidade de areias,
águas doce e arborização nativa. A praia é banhada pela
Baía do Guajará, é o segundo balneário mais próximo de
Belém e o mais freqüentado nos finais de semanas.
Um ótimo e imperdível passeio na ilha, é conhecer
a deslumbrante praia do Amor.
A ilha é interligada através da ponte
Gov. Enéas Martins,
com 360 metros de extensão.
A Ilha do Mosqueiro, está localizada a 60 km de Belém.
É uma das mais belas ilhas fluviais do Estado do Pará.
Na ilha há 27 belas praias, entre outras: Carananduba,
Marabú, Paraíso, Murubira, Chapéu Virado, Porto Artur,
Farol e praia Grande na Baía do Sol,
são as mais freqüentadas, principalmente nos finais
de semanas e feriados prolongados.
Na ilha existe variedade de hospedagens: hoteis, pousadas
com uma gastronomia variada e saudável; 95% das praias
têm arborização nativa; o mesmo acontece com as
demais praias do água doce na Região Amazônica.
Cidade Velha
Para quem gosta de mergulhar na história, a cidade
velha, hoje um dos bairros de Belém, oferece um pouco
do passado, foi lá que tudo começou na “Feliz Lusitânia”,
primeiro nome da cidade belemense, depois foi
chamada de Santa Maria do Grão-Pará, e mais tarde
nomeada com o famoso nome de “BELÈM”.
A cidade velha construída com ruas estreitas e casas
com fachadas revestidas em azulejos decorativos;
suas construções são dos séculos XVI e XVII.
A antiga Rua dos Cavaleiros, hoje, Rua Dr. Malcher,
ainda preserva uma série de casas coloniais (casário)
e calçamentos que marcaram o início da colonização
portuguesa no local.
A cidade velha abriga as relíquias da “Feliz Lusitânia”
com as primeiras construções residenciais.
Praça Batista Campos
Localizada no coração da cidade de Belém, com lagos
artificiais, pontes, coretos, fontes luminosas, árvores
centenárias, gramas, túneis, jardins e muitas flores.
A Praça Batista Campos é um belíssimo cartão postal
Da cidade de Belém. No local já funcionou um antigo
Cemitério de escravos e de pessoas menos favorecidas;
abrigou também um depósito de pólvora.
O Ver-o-peso: é uma das maiores feiras livres
do Brasil, senão a maior, com uma área aproximada
de 50.000 m2 e uma diversidade de produtos exóticos,
ervas medicinais, e afrodisíacos, artesanatos diversos,
frutas, verduras e legumes, tudo com abundância, além
de uma culinária saudável e invejável, servida nas
barraquinhas a beira mar.
Ver-o-peso, é cartão postal da cidade de Belém,
Com uma visão panorâmica da Baía do Guajará. O
mercado de peixes construído todo em ferro, é uma
replica do mercado de parisiense, suas peças foram
desmontadas em Paris e transportadas de navios até
Belém e remontadas no local que se encontra até hoje.
Icoaraci – localizado a 18 km de Belém, abriga a
Praia do Cruzeiro com mais de 2 km, o lugar ideal
para se tomar uma boa água de coco e apreciar a
imensidão da Baía do Guajará; é o ponto mais
estratégico para se contemplação de rara beleza desse
mar de águas doce. Icoaraci faz parte da grande Belém.
Área Metropolitana: Fora da área metropolitana de
Belém, o Estado do Pará possui riquezas inestimáveis
Através de seus Rios, Lagoas, Serras, Praias, Ruas,
Cachoeiras manguesais e outros; além da biodiversidade
da fauna e da flora existentes nas regiões paraenses.
Ilha do Marajó: localizada, aproximadamente,
70 km de Belém, com quase 50.000 hectares, a ilha
do Marajó abriga 12 municípios e é maior que muitos
países da Europa. É um dos mais importantes
santuários ecológicos do mundo.
Suas praias e manguesais que soberbamente se
harmonizam entre si, é considerada a maior ilha
flúvio-marinha do nosso planeta; também uma
das mais antigas da América e o berço da cultura
Marajoara. Faz parte do arquipélago do Marajó
juntamente com as ilhas Caviana, Mexiana e ilha
Grande, encravadas na foz do gigantesco Rio Amazonas.
Destacam-se na ilha do Marajó os municípios de Soure e
Salvaterra com belíssimas praias de água doce. Um sub-
destaque para as praias de Pesqueiro com 3 km de
extensão e a inesquecível praia do Caju-una.
As paisagens exuberantes produzidas por campinas,
lagos, igarapés, furos, além da vegetação deslumbrante,
na fauna encontramos pássaros de várias raras espécies,
e muitos outros animais como jacarés, peixes de vários
tamanhos e espécies. O arquipélago do Marajó é um
espetáculo deslumbrante pela sua excepcional beleza.
Segundo alguns historiadores, antes da descoberta oficial
do Brasil por Pedro Álvares Cabral, a ilha do Marajó já
havia sido visitada por navegadores europeus; Vicente
Yañes Pinzon e Américo Vespúcio, fizeram referência em
suas crónicas sobre a ilha, em 1499 e 1500 respectivamente.
Comentaram a hostilidade dos índios Aruãs. A ilha, em1640
já constava nos mapas de navegação com a denominação de
“Ilha Grande de Joanes”. – Em 1632, a esquadra militar
portuguesa, formada por 130 canoas, 240 soldados e 500
caboclos, foi expulsa pelos índios.
Em 1659, o padre Antônio Vieira, aportou na ilha e através
da evangelização e escravização como forma de castigo
acalmou os índios Tapuios Aruãs, Anajás, Guajarás,
Mapuás e Mamaiuás, todos com dialeto diferenciados uns dos
outros que acabaram migrando para localizações do Baixo
Amazonas, deixando a costa Atlântica.
Salinópolis: a 220 km de Belém, possui belíssimas praias de
águas límpidas e salgadas, areias finas e muitas dunas. São
praias e cidades na margem do Oceano Atlântico, tais como:
Praia do Ataláia, a 14 km da cidade de Salinas, Praia do
Farol, Praia do Maçarico, ilha de Marieta, e outras.
.
HISTÓRICO DA CABANAGEM
a Cabanagem foi um movimento libertário
profundamente nativista, que originou-se em razão
da grande distância que separava a Amazônia do
centros de decisões, dos colonizadores e do império,
motivando o tratamento violento e explorador da
população, sem controle das autoridades maiores,
sem qualquer acesso aos violentados e explorados.
Os Cabanos chegaram a governar por três vezes,
mas com a morte do cônego Batista Campos, um
dos mais importantes líderes do movimento e
devido o rompimento com o clero, foram se
enfraquecendo intelectualmente, pois não tiveram
condições de elaborar um plano d3 governo capaz
de superar as dificuldades geradas pela desorga-
nização da produção e do comércio em virtude do
bloqueio político que enfrentaram no último
governo cabano com Eduardo Angelim. A crise
social agravou-se com a fome e as doenças,
levando o movimento ao declínio.
O município de Barcarena por Ter sido palco de
Muitos movimentos da Cabanagem, além de ser
local onde estiveram sepultados Batista Campos,
que ali nascera, e Eduardo Angelim, fez sua
homenagem ao maior movimento nativista do
Brasil Foi projetada uma vila com infra-estrutura
adequada. Para atender os que vinham trabalhar
no projeto ALBRÀS / ALUNORTE, com isso os
logradouros públicos e as vias dessa vila
receberam datas, nomes de vultos e de fatos da
Cabanagem.
POROROCA
A fenomenal pororoca é considerada por especialistas a
onda de maior duração em todo mundo. É apreciada na foz
do Rio Amazonas, Rio Amapá Pequeno e Rio Araguari no
Estado do Amapá, mais precisamente na ilha do Bailique e
no Canal do Inferno da ilha de Maracá. O fenômeno é visto
também no Rio Capim no Estado do Pará, sempre com
maiores intensidade nos meses de janeiro a maio.
A pororoca vaticina a enchente; alguns minutos antes de
chegar, há uma calmaria e silêncio. As aves se aquietam e
o vento parece parar, é a fenomenal pororoca que se aproxima
os caboclos já conhecendo, rapidamente procuram um lugar
seguro, como enseadas ou mesmo as partes mais profundas
dos rios para aportar suas embarcações com segurança,
evitando danos, afundamentos ou mesmo perdas das mesmas,
pois as pequenas embarcações que estiverem na área de
“baixa-mar”, onde a onda bate furiosamente e com muito barulho,
vento tudo que encontra pela frente, arranca até mesmos
árvores das margens, vira canoas e leva consigo.
É sem dúvida, um fenomenal espetáculo admirável, porém,
temível por todos que apreciam.
Existem várias explicações da causa da pororoca, porém
a principal consiste na mudança das fases da lua,
principalmente nos equinócios.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
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